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Beethoven Compondo - Carl Schloesser |
Tudo começa com uma ideia musical, um tema. É quase como uma escrita automática. Essa ideia pode surgir em forma de uma melodia, um ritmo ou uma harmonia.
Em seguida, o compositor deve decidir qual é a qualidade
emocional desse tema, ou seja, seu valor expressivo. Institivamente ele saberá
se é um tema alegre ou triste, por exemplo.
Após a escolha do tema, o compositor deve decidir o meio
sono mais apropriado: é um tema de uma sinfonia, uma canção, uma ópera...
Uma ideia musical não é uma peça musical. Ela conduz a essa
peça, e, para obter uma composição completa é necessário muito mais que apenas
um tema. A essa ideia inicial são adicionadas novas ideias que combinam entre
si, completando o tema principal. O Compositor então lança mão de um material
intermediário usado para ligar essas ideias, que são chamados de “pontes”.
Aaron Copland define
três tipos de Compositores:
Inspiração espontânea - Aqui podemos destacar Schubert. Há
relatos que ele chegou a compor uma canção por dia somando em torno de 600
lieds. Compositores dessa categoria não
começam seus trabalhos com temas apenas, mas com a composição completa. Possuem
maior facilidade em formas musicais mais simples e curtas.
Construtivo – Nessa categoria temos a figura do Beethoven.
De acordo com os cadernos onde o compositor registrou seus temas, o trabalho de
compor era um esforço diário e exigente.
Tradicionalista - os
compositores dessa categoria não pensam em temas, mas em padrões. Aqui eles criam música em um estilo conhecido
e aceito, apenas com a preocupação de fazer melhor do que já foi feito. Copland
destaca como tradicionalistas Palestrina e Bach.
Fonte: Como ouvir e entender música - Aaron Copland

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