A música tem quatro elementos: o ritmo, a melodia, a harmonia e o timbre.
Para um ouvinte leigo esses elementos não têm tanta importância, pois é a
combinação deles que costuma interessar e não cada um separado.
A maioria dos historiadores concordam que a música “começou” com o ritmo.
Vejamos a música de povos primitivos, elas são compostas quase que
exclusivamente por elementos rítmicos. Outro
fato interessante é a ligação entre os movimentos do corpo e alguns ritmos
básicos.
Milhares de anos se passaram antes que o homem aprendesse a escrever os ritmos, e só por volta de 1150 que a música “medida” passou a ser introduzida na civilização ocidental. Desde os Gregos até a plena expansão do Canto Gregoriano, o ritmo da música seguia o ritmo natural das palavras. Ninguém naquela época, ou depois dela, conseguiu anotar esse ritmo com total exatidão.
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| Excerto da música Modus Ottinc do século X, presente num manuscrito da Biblioteca de Wolfembuttel |
Não existe na música esquema rítmico que não se divida em metro e ritmo. Vamos pegar por exemplo uma marcha: UM, dois, UM, dois... essa marcação regular define a velocidade dos passos, é a mesma função das palmas quando se canta parabéns em uma festa. Essa batida regular é o metro. O Ritmo está nas palavras cantadas, você não canta uma sílaba por palma, percebeu a diferença?
Os primeiros ritmos anotados tinham um caráter mais regular. Essa inovação
permitiu a música a se libertar da dependência das palavras, além de tornar
possível a reprodução exata da ideia de um compositor.
Fonte: Como ouvir e entender Música - Aaron Copland

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