sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Timbres individuais - Cordas

 

Os instrumentos da orquestra são normalmente adotados como padrão, pois são os mais encontrados nas partituras. Dividem-se em quatro tipos principais, ou seções.

A seção mais usada é a das Cordas. É composta por quatro instrumentos: Violino, Viola, Violoncelo e Contrabaixo.



os violinos dividem-se, na escrita orquestral, em duas seções: primeiro e segundo violino, mas se trata do mesmo instrumento. Além de ser tocado com o arco, o músico pode pinçar as cordas com os dedos, essa técnica é chamada de Pizzicato.  Outros efeitos obtidos no violino são: Harmônicos, quando a corda é tocada ligeiramente com o dedo, produzindo um som aflautado; Acorde, quando duas ou mais cordas são tocadas simultaneamente; e o som aveludado obtido com uso da surdina. Todos esses efeitos se aplicam a todos os instrumentos dessa seção.


A viola pode facilmente ser confundida com o violino pela sua aparência de forma de tocar.  Diferença está em seu tamanho e na região de notas alcançadas. A viola não atinge as notas mais agudas de um violino, mas pode fazer notas mais graves.


O violoncelo é o mais fácil de se reconhecer, é o “violino” que se toca sentado. Quanto à região de notas alcançadas, o violoncelo é uma oitava mais baixo que a viola.


Por fim temos o contrabaixo, o maior e mais grave de todos da família. Sua função específica é fornecer os alicerces do que será construído sobre ele.




A segunda seção é a das Madeiras, as quatro principais são: Flauta, Oboé, Clarinete e Fagote. Cada instrumento dispões de um outro que se relaciona como uma espécie de “primo”: a flauta tem o flautim e a flauta em sol; Oboé tem o Corne Inglês; O clarinete tem como primos o Clarinete Piccolo e o Clarinete baixo; por fim, Fagote tem o Contrafagote.

O timbre da flauta é bem conhecido. É frio, suave e fluente. Comparada às outras madeiras, a flauta é o mais ágil de todos, pode tocar mais depressa e mais notas por segundo.

O Oboé é o mais expressivo desta seção. Possui um timbre anasalado bastante diferente da flauta.  O corne inglês é uma espécie de oboé – barítono, ou seja, mais grave que seu primo e pode ser confundido facilmente como ele.

O clarinete tem um som flexível e aberto. Se aproxima da flauta pelo timbre e agilidade podendo tocar melodias de todos os tipos. É o instrumento de maior variação dinâmica dessa seção.

O fagote é um dos instrumentos mais versáteis e é sempre usado para tornar as partes de baixo mais expressivas. O contrafagote está para o fagote como o contrabaixo está para o violoncelo e serve principalmente para dar um Gás a mais nos graves de uma orquestra.


A seção dos metais também se divide em quatro instrumentos. A trompa, o trompete, o trombone e a tuba.

A trompa tem um timbre suave, quase líquido. Tocada mais forte pode atingir um som majestoso, oposto ao seu timbre suave.

O trompete é brilhante e agudo. É bastante usado nos momentos altos, mas também possui uma sonoridade mais suave se tocado mais fraco.

O trombone tem um timbre parecido ao da trompa, mas também é brilhante como um trompete se tocado mis forte.

A tuba é mais grave dos metais. É uma espécie de trombone mais pesado. A sua função, assim como o contrabaixo e contra fagote, é reforçar os baixos de uma música.


A quarta seção é da percussão. Com poucas exceções, os instrumentos dessa seção não possuem alturas definidas.  Os tambores ocupam lugar de destaque aqui. O tímpano é o único tambor com altura definida.  Além dos tambores, temos os pratos, o gongo, o triângulo.

Outro grupo de percussão acrescenta um colorido ao ritmo, aqui temos a celesta carrilhão, o xilofone e  o vibrafone.

 

Embora exista infinitas possibilidades de combinar esses instrumentos, as mais comuns são: o trio formado por violino,violoncelo e piano; o quinteto de sopros: flauta,oboé,clarinete,trompa e fagote; o quinteto de clarinete com cordas, o trio de flauta,clarinete e fagote; e a mais comum de todas que é o quarteto de cordas:dois violino,viola e violoncelo.

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