O timbre é na música o equivalente à cor na pintura. Assim como é impossível ouvir uma voz que não
tenha um timbre específico, não existe música sem um colorido sonoro. Esse colorido é a qualidade do som produzido
por um determinado instrumento e reconhecer os diferentes timbres é uma
qualidade inata como reconhecer a diferença entre o branco e o verde, por
exemplo.
Embora tenhamos essa capacidade de distinguir diferentes coloridos
tonais, algumas diferenças são sutis ao ponto de apenas serem percebidas após
uma verdadeira educação musical. Para isso o ouvinte deve aumentar a sua
percepção dos instrumentos e seus respectivos coloridos tonais além de entender
as finalidades de um compositor no uso deles.
| Concerto das Crianças - George Lakovidis |
O que leva um compositor a escolher determinado colorido tonal para sua
obra é o valor expressivo de cada instrumento.
Isso serve tanto para um instrumento isolado como para uma combinação de
instrumentos. Essa decisão é levada pela necessidade expressiva do significado que
o compositor quer transmitir. Os Recursos instrumentais à sua disposição são
tão ricos que ele só decidirá quando tiver a ideia clara da emoção que deseja
provocar.
Naturalmente, todo instrumento tem suas limitações de Altura, Dinâmica e
Execução, assim, os compositores não possuem total liberdade para a escolha dos
timbres a serem usados. Por isso é importante que se conheça a natureza essencial
de cada instrumento e como ele pode ser melhor usado de acordo com suas
características.
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