Criado por admiradores de poesia, o madrigal se tornou o
gênero musical mais representativo do Renascimento e apesar de ser um estilo
nacional italiano, também influenciou compositores de outros locais como a
Inglaterra.
Existente desde o século 14, sofreu mudanças no século
seguinte, período em que houve uma maior atenção aos textos usados por conta da
Frótola, outro estilo nacional, mas que usava textos de baixa qualidade,
levando assim a uma decadência literária, daí vem a relação do madrigal com
obras literárias da época como as de Francesco Petrarca, Pietro Bembo, Jacopo
Sannazaro, entre outros.
Dividido em três etapas, tem a sua primeira fase chamada de
inicial, nesse período era comum o uso de imitações em intervalos de oitavas,
quartas e quintas além de possuir passagens polifônicas mescladas com textura
de acordes, eram compostos a quatro vozes onde havia jogo imitativo entre elas
e a estrutura homofônica/homorrítimica cordal predominantes. Dentre os nomes
mais importantes estão Bernardo Pisano, Philippe Verdelot, Festa Costanzo e
Jacob Arcadelt.
Sua segunda fase, Madrigal clássico, aconteceu por volta de
1540 tendo como principal centro de produção a cidade de Veneza, neste momento
os madrigais passaram a ser compostos para quatro ou cinco vozes e uma maior
complexidade na escrita por conta da forte influência sofrida pelo contraponto
Franco-flamengo, houve também maior quantidade de imitação e o abandono da
homorritmia. Outra característica importante dessa época é o uso de cromatismo
gerando assim progressões harmônicas inusitadas e a preocupação de representar
o texto através da música cresce neste período.
Os principais compositores são Adrian Willaert e Cipriano de
Rore, o primeiro utiliza progressões de terças e sextas paralelas em suas
composições, permitindo a maior expansão harmônica até o momento e Rore, seu
aluno, possui maior dramaticidade em suas obras e também é responsável pelo uso
revolucionário do cromatismo, o que ficou conhecido como madrigal cromático.

Muito bom!
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